Redação sobre Preconceito Linguístico

Introdução sobre preconceito linguístico

A linguagem é a base fundamental da comunicação e da interação do ser humano, portanto é importante para a existência social dos indivíduos. Contudo, ela atua também como mecanismo de poder, gerando distinção social e violência simbólica. Nesse sentido, faz-se necessário compreender as variações linguísticas, visando uma sociedade mais plural.

Distinção social por meio da linguagem

Em primeira análise, cabe ressaltar que as formas de uso da língua podem se manifestar como instrumentos de dominação por meio da distinção social. Nessa perspectiva, o sociólogo Pierre Bourdieu aponta a linguagem como marcador da origem de classe que, por conseguinte, limita ou expande possibilidades sociais, inclui ou exclui as pessoas. Isso pode ser observado na obra clássica da literatura brasileira “Vidas Secas”, de Graciliano Ramos, na qual o vaqueiro Fabiano emite sons, “grunhidos”, não conseguindo interagir com pessoas que dominavam o uso da linguagem para se expressarem.

Violência Simbólica e preconceito linguístico

Essa ausência de domínio da norma culta desencadeia um segundo efeito para Bourdieu: a violência simbólica. Esta é exercida de forma imperceptível, como se fosse algo natural, mas que na verdade é imposto pela classe dirigente por meio das socializações como o melhor modelo a se seguir. Nesse sentido, o domínio da cultura letrada gera hierarquias e exclusões, negando as variações linguísticas como se essas fossem marcadores inferiores. Dessa forma, a linguagem passa a ser um instrumento de poder, de distinção e de hierarquização social.

Conclusão sobre preconceito linguístico

Portanto, uma vez que a comunicação verbal e escrita são essenciais para o existir da espécie humana, são necessárias intervenções para que se atenuem a violência simbólica e a distinção social. Para isso, o Estado deve reformular o currículo educacional, por meio de amplos debates com a Sociedade Civil, a fim de que haja instrumentos pedagógicos para reconhecer a variação linguística como parte da comunicação oral, sem abrir mão do uso da norma culta, com a finalidade de contribuir para uma educação que respeita a diversidade, e não a menospreze.

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